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quinta-feira, 12 de setembro de 2024

Kika e a estrela encantada

 


Autoria:

Klícia de Araújo Campos
Danilo da Silva Knapik
Beto Potyguara

Organização:
Kelly Priscilla Lóddo Cezar

Nesta história em quadrinhos, Klícia Campos e Beto Potyguara criaram um cordel para os surdos e os leitores ouvintes. Transmitindo para uma nova geração os prazeres de participar do gênero Cordel, a triste experiência comum de ser excluído das atividades da comunidade ouvinte e a felicidade que segue quando os ouvintes (com a ajuda dos animais mágicos e de uma estrela que caia do céu) aprendem Libras e o Cordel passa a ser compartilhado com os surdos.A narrativa se desenvolve sem palavras, lamentavelmente com a Kika sendo excluída, sorrindo quando os animais dançam na roda, dá palmas ao passarinho que incentiva o cordelista a aprender Libras e celebra a alegria de compartilhar o Cordel com o povo surdo. Aproveitem! (Rachel Sutton-Spence)


CLIQUE PARA BAIXAR


Fonte: 

https://www.letraria.net/kika-e-a-estrela-encantada/

História dos Surdos: da Antiguidade à Idade Média


Autor:

Danilo da Silva Knapik
Kelly Priscilla Lóddo Cezar

Ilustradora:
Viviane de Oliveira Angelino

A História dos Surdos é uma área muita complexa e há muitas histórias para contar ao longo do tempo e em diferentes períodos e locais da história. Por isso, escolhemos um dos temas para trabalhar neste projeto “História dos Surdos: da Antiguidade à Idade Média”. Essa HQ narra como era a vivência dos surdos em diferentes povos e civilizações desde 4.000 a.C. até 1.453 d.C. O roteiro sinalizado foi elaborado por mim (Danilo Silva) com base na obra Breve história dos surdos no mundo e em Portugal (2007) publicada pelo autor português Paulo Vaz de Carvalho que relata a história dos surdos no período antigo e medieval. A narrativa deste material retata os estudantes surdos que estão ansiosos com o conteúdo da aula de História na escola bilíngue para surdos. Essa disciplina é ministrada pela professora bilíngue surda que estava contando suas histórias em viagem ao tempo para conhecer os diferentes povos e civilizações e contar como os surdos viviam no mundo antigo e mediável.
(Prof. Dr. Danilo da Silva Knapik)



Fonte:

Charles Michel de l’Épée: uma história sobre o pai dos surdos

 


Autoria:

Danilo da Silva Knapik
Kelly Priscilla Lóddo Cezar

Ilustração:
Viviane Maria da Silva

Essa HQ retrata a história de abade Charles Michel de l’Épée, que ficou conhecido como “o pai dos surdos” pela comunidade surda internacional. Ele nasceu em 1712 em Versalhes, na França. Quando entrou em contato com gêmeas surdas, abriu os olhos do mundo para a importância de língua de sinais na educação dos surdos. Assim, fundava o Instituto Nacional de Surdos-Mudos de Paris, em 1760, na França. Esse instituto serviu de inspiração para muitas escolas de surdos ao redor do mundo no século XIX. Espero que gostem muito desse livro
(Danilo da Silva Knapik)


Fonte:
https://www.letraria.net/charles-michel-de-lepee/




segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

OS SENTIDOS NA COMUNICAÇÃO - DEFICIÊNCIA AUDITIVA

OS SENTIDOS NA COMUNICAÇÃO - DEFICIÊNCIA AUDITIVA
A questão da comunicação para a pessoa com deficiência auditiva é um dos assuntos que mais cedo recebeu atenção de pensadores e educadores na história ocidental, desde aproximadamente o século XV. 
O debate pode ser simplificado entre a afirmação de que o pensamento é impossível sem a palavra à constatação de que a habilidade de comunicação é intrínseca ao ser humano. O ambiente social — a família, a escola e o convívio social — é fundamental para o desenvolvimento das habilidades humanas de comunicação, seja a criança ou jovem com ou sem deficiência auditiva. Qualquer criança, se não estimulada a se comunicar — oral, gestual, expressiva e/ou graficamente — a habilidade será prejudicada em seu desenvolvimento. 
A habilidade de comunicação deve ser entendida tanto para a apreensão do conhecimento, como para a expressão objetiva e subjetiva do conhecimento e da experiência de vida. 
O desenvolvimento de técnicas educacionais para o ensino da linguagem oral da pessoa com deficiência auditiva já é conhecido na história europeia desde o século XVII, e consiste em estimular a criança a “ouvir” o som das palavras com o olhar, observando o movimento labial (leitura labial) de seu instrutor e interlocutor. Nesta mesma época, a língua de sinais já era adotada como técnica no desenvolvimento da habilidade de comunicação dos surdos. 

 Fonte: http://www.memorialdainclusao.sp.gov.br/br/anexo1/sent_com_auditiva.shtml

quinta-feira, 31 de março de 2011

Deficientes visuais e auditivos temem possibilidade de perder escolas especiais

29_MHB_RIO_3003_constant RIO - A comunidade de deficientes auditivos e visuais no Rio se articula contra a possibilidade de encerramento, até o fim do ano, das aulas de ensino básico para crianças e jovens em duas instituições federais: o Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), em Laranjeiras, e o Instituto Benjamin Constant, na Urca. Só no Colégio de Aplicação do Ines, há cerca de 500 alunos, desde o maternal até o 3º ano do ensino médio. Além disso, nos dois últimos anos, com a prática adquirida no local, 80 professores se formaram no instituto em pedagogia com o uso da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Já no Benjamin Constant - fundado há 156 anos, dois antes que o Ines -, cerca de 300 alunos estão matriculados do 1º ao 9º anos do ensino fundamental.

Na internet, há vídeos, manifestos e abaixo-assinados contra o fim do ensino básico nas duas instituições. De acordo com a diretora-geral do Ines, Solange Rocha, a diretora de Políticas Educacionais Especiais do Ministério da Educação, Martinha Claret, veio ao Rio há 12 dias para informar que as atividades do Colégio de Aplicação vão acabar até o fim do ano. A intenção é matricular os alunos portadores de necessidades especiais nas redes estadual e municipal convencionais.


A diretora Martinha foi bem categórica (quanto ao fechamento do Colégio de Aplicação). Mas não estamos em embate com o MEC, e sim em período de negociação. E estamos otimistas. Queremos esclarecer que, para a política de inclusão, o Colégio de Aplicação é fundamental, pois é nele que são formados os professores e elaborado o material pedagógico especializado que vão orientar o ensino em todo o país - diz Solange, que, em maio, levará um parecer oficial ao MEC, com propostas para não fechar o Colégio de Aplicação do Ines


Diretora: sistema está despreparado

No ano passado, em reportagem publicada na revista da Federação Nacional de Educação e Integração de Surdos (Feneis), há uma declaração atribuída a Martinha em que ela explica ser a favor de uma política de inclusão dos alunos com necessidades especiais na rede convencional. Diz também que colégios como o de Aplicação do Ines são segregacionistas: "As pessoas não podem ser agrupadas em escolas para surdos porque são surdas". A diretora do Ines, por sua vez, argumenta que não há contradição entre a política de inclusão e a existência do Colégio de Aplicação.

- Não somos contra a política de inclusão. Mas o sistema de ensino no país se mostra despreparado para lidar inclusive com os (alunos) ouvintes - diz Solange.

O Ministério da Educação negou ao GLOBO haver uma ação oficial em relação ao Ines ou ao Instituto Benjamin Constant. Disse ainda que, enquanto não houver "algum plano sólido para a reformulação (da educação especial), não há informações para passar".


A diretora de Políticas Educacionais da Federação Nacional de Educação e Integração de Surdos (Feneis), Patrícia Luiza Rezende, coordenadora do ensino de Libras na Universidade Federal de Santa Catarina, é contra o fechamento do Colégio de Aplicação do Ines. "O discurso do MEC acusa as escolas de surdos de serem segregacionistas", disse a professora, que é surda, em e-mail ao GLOBO. "Isso é uma falácia. A maioria dos pesquisadores da área defende que reunir surdos numa mesma escola ou sala de aula não significa separá-los do mundo ou torná-los mais dependentes. Ao contrário, os ambientes que favorecem a vivência de uma língua de maneira espontânea fazem com que os sujeitos se tornem mais autônomos", concluiu.

O futuro do Instituto Benjamin Constant e do Ines será tema de uma audiência pública amanhã, às 14h, na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O presidente da Comissão de Portadores de Deficiência Física, Márcio Pacheco (PSC), é a favor da política de inclusão, mas contra o fechamento das escolas:


- Sou a favor da inclusão híbrida, de apoio às escolas municipais e ao funcionamento das unidades especializadas, pois estas são formadoras de professores que poderão atuar depois na rede convencional.

A Secretaria municipal de Educação informou, por meio de nota, que não foi contactada sobre um eventual fechamento do Instituto Nacional de Educação de Surdos e do Instituto Benjamin Constant. O órgão disse ainda que conta com 9.923 alunos portadores de necessidades especiais, sendo 4.508 incluídos em classes regulares. De acordo com a política da secretaria, estudantes com deficiências são incluídos em salas regulares se este for o desejo dos pais. Caso contrário, são encaminhados a salas ou escolas especiais.

Fonte: http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/03/29/deficientes-visuais-auditivos-temem-possibilidade-de-perder-escolas-especiais-924121636.asp



domingo, 1 de fevereiro de 2009

Jacob Rodrigues Pereira

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Jacob Rodrigues Pereira (11 de Abril de 1715 - 15 de Setembro de 1780) foi educador de surdos, francês, que embora usasse gestos, defendia que os surdos deveriam ser oralizados.
Nascido em 1715 em Peniche no seio de uma família judia com raízes em Chacim, Macedo de Cavaleiros, emigrou ainda criança para Bordeaux levado pelos pais, Magalhães Rodrigues Pereira e Abigail Ribea Rodrigues, que tentavam escapar à Inquisição.
Foi em França que desenvolveu o seu trabalho com surdos. Usava o alfabeto manual para o ensino da fala. Nuca publicou seus estudos, sendo que apenas se conhecem os seus métodos devido ao testemunho de alguns de seus alunos e alguns documentos que a família conseguiu preservar - esses métodos consistiam na crença de que a configuração da mão designava a posição e o movimentos dos órgãos de fala aquando da produção do som, além das letras usadas na escrita para representar o som.
Modificou o alfabeto manual de Bonet, fazendo corresponder a cada gesto, um som.
Embora toda a vida tenha defendido que a fala era necessária ao surdo, nos últimos anos aceitou a ideia de que a língua gestual era a melhor forma de comunicação entre surdos

Abade Charles-Michel de l'Épée

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Charles Michel de L'Épée, nascido em 1712, ensinava, numa primeira fase, os Surdos, por motivos religiosos. Muitos o consideram criador da língua gestual. Embora saibamos que a mesma já existia antes dele, L'Épée reconheceu que essa língua realmente existia e que se desenvolvia (embora a não considerasse uma língua com gramática). Os seus principais contributos foram:
criação do Instituto Nacional de Surdos-Mudos, em Paris (primeira escola de Surdos do mundo);
reconhecimento do Surdo como ser humano, por reconhecer a sua língua;
adopção do método de educação colectiva;
reconhecimento de que ensinar o Surdo a falar seria perda de tempo, antes que se devia ensinar-lhe a língua gestual.

John Wallis

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


John Wallis (1616-1703), educador de Surdos e estudioso da surdez, depois de tentara ensinar vários Surdos a falar, desistiu desse método de ensino, dedicando-se mais ao ensino da escrita. Usava gestos, no seu ensino. George Dalgarno desenvolveu um sistema inovador de dactilologia. Konrah Amman, defensor da leitura labial, já que considerava que a fala era uma dádiva de Deus que fazia com que a pessoa fosse humana (não considerava os Surdos que não falavam como humanos). Amman não fazia uso da língua gestual, pois acreditava que os gestos atrofiavam a mente, embora os usasse como método de ensino, para atingir a oralidade.

John Bulwer

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


John Bulwer (16141684) foi médico britânico, famoso pelos seus estudos sobre surdos.
Ao observar dois surdos a conversar em língua gestual, Bulwer entendeu que a língua gestual era essencial na educação dos surdos. Assim, foi o primeiro inglês a desenvolver um método de comunicação entre ouvintes e surdos.

Juan Pablo Bonet

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Juan Pablo Bonet, aproveitando o trabalho iniciado por León, foi estudioso dos Surdos e seu educador. Escreveu sobre as maneiras de ensinar os Surdos a ler e a falar, por meio do alfabeto manual. Bonet proibia o uso da língua gestual, optando o método oral.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Pedro Ponce de León

origem: Wikipédia, a enciclopédia


O espanhol Pedro Ponce de León (1520 - 1584) foi um monge beneditino que recebeu creditos como o primeiro professor para surdos. Ponce de León estabeleceu uma escola para surdos no Monastério de San Salvador em Oña Burgos. Seus escasos alunos eram tudos crianças surdas, filhos de aristocratas ricos que tinham recursos para o confidenciar-lhe estes tutorados.

Seu trabalho com crianças surdas focalizou em ajudá-las aprender como escrebir a língua. Instruiu as crianças na escrita e em gestos simples con um alfabeto bimanual. Ponce de León não se tornou conhecido por desenvolver uma trabalho com língua de sinais. Ponce de León teria desenvolvido um alfabeto manual que permitia ao estudante que aprendesse a soletrar (letra por letra) toda a palavra. Os pesquisadores modernos analisam se este alfabeto foi baseado, integralmente ou em parte, em simples gestos con as duas mãos. O alfabeto unimanual publicado por Juan de Pablo Bonet em 1620, foi distinto do alfabeto bimanual usado por Ponce de León.

O trabalho de Ponce de León com os surdos foi considerado de grande importância por seus contemporâneos. A maioria dos europeus no século XVI, acreditava que o surdos eram incapazes de sererm educados. Muitos acreditavam que o surdos nem mesmo poderiam ser educados como cristãos, deixando-os à margem da sociedade.