domingo, 12 de julho de 2009

Prêmio Jovem Cientista será lançado em Manaus
09 de julho de 2009
Fonte: Fapeam

MANAUS - Reconhecida como uma das mais importantes premiações científicas da América Latina, a XXIV edição do Prêmio Jovem Cientista será lançada no dia 14 de julho em Manaus durante a 61ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na Universidade Federal do Amazonas (Ufam).
O Prêmio Jovem Cientista desafia estudantes e pesquisadores a reduzirem impactos ambientais causados pelo uso de fontes de energia. Atualmente, quase 55% da energia consumida no Brasil vêm de fontes não-renováveis, como o petróleo e o gás natural, por exemplo. Embora não seja um dos piores no ranking, já que a média mundial de utilização de energias renováveis é de 13%, o país tem muito a melhorar.
O Prêmio
Na edição 2009/2010 do Prêmio Jovem Cientista, as linhas de pesquisa propostas pelo tema têm por objetivo estimular a produção e o consumo de fontes de energia renováveis e sustentáveis, atendendo a necessidades do dia-a-dia sem comprometer o patrimônio ambiental das novas gerações.
O PJC irá premiar cinco categorias: Graduado, Estudante de Ensino Superior, Estudante de Ensino Médio, Orientador e Mérito Institucional. Há ainda uma Menção Honrosa para um pesquisador com título de doutor que se destaque por sua trajetória na área relacionada ao tema do prêmio.
Ao todo, serão entregues equipamentos de informática e R$ 145,5 mil em prêmios, incluindo R$ 30 mil para a instituição de ensino médio e de ensino superior com o maior número de trabalhos com mérito científico inscritos. Todos os trabalhos são publicados em um livro e distribuídos gratuitamente para universidades, escolas, órgãos públicos e privados.
Premiação durante SBPC
Também no dia 14, das 14h às 15h30min, no mesmo local, as três primeiras colocadas da última edição apresentarão ao público as pesquisas que as tornaram vencedoras na XXIII edição do Prêmio, que teve como tema Educação Para Reduzir as Desigualdades Sociais.
Júlia Soares Parreiras, do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET), venceu na categoria Estudante do Ensino Médio, com a pesquisa “Educação para Prevenção: uma Alternativa para Melhoria da Qualidade da Água e das Condições Sanitárias de Comunidades Carentes”.
Ela vai explicar como descobriu ser possível transformar água poluída em água de boa qualidade utilizando apenas garrafas PETs transparentes, um pouco de tinta preta, papel alumínio e caixas de papelão abertas.
O sistema, que será apresentado durante a SBPC, passou a ser utilizado por moradores de uma comunidade carente, cuja água das torneiras chegava escura e barrenta.
Universidade Federal da Bahia
Já Sheila Regina dos Santos Pereira, primeiro lugar na categoria Graduado e representante da Universidade Federal da Bahia/Instituto Cultural Steve Biko (UFBA), mostrará os resultados do trabalho “OGUNTEC: Uma Experiência de Ação Afirmativa no Fomento à Educação Científica”.
O projeto funciona dentro do Instituto Cultural Steve Biko e proporciona a jovens afrodescendentes de escolas públicas de Salvador a oportunidade de uma educação científica que lhes encoraje o ingresso na área. Sheila trabalhou com 35 jovens negros do ensino médio de sete escolas públicas de Salvador, que foram preparados para adquirir habilidades e competências pertinentes às áreas de ciência e tecnologia num período de 28 meses.
PUC Minas
A terceira a falar será Terezinha Cristina da Costa Rocha, da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG). A contemplada com o maior prêmio da categoria Estudante do Ensino Superior contará como facilitou a comunicação de surdos ao desenvolver um dicionário de termos de Filosofia em Língua Brasileira de Sinais (Libras), até então deficitário.
Ela explica que o Núcleo de Apoio à Inclusão da PUC-MG identificou a necessidade de traduzir para a LIBRAS palavras relacionadas à Filosofia, que eram ditas durante as aulas sem que houvesse uma forma de traduzir para surdos. - Precisávamos reverter esse quadro e fazer a interpretação fluente.
Esse dicionário foi feito com a participação efetiva dos alunos, através de grupos de discussão. Às vezes, levávamos um dia inteiro para criar um único sinal, relata. Foram criados 300 novos sinais relacionados à Filosofia.
O novo dicionário, no formato CD-Rom com vídeos de cada um dos sinais, auxiliou alunos surdos de todos os cursos da PUC, já que a disciplina de Filosofia é obrigatória em todas as faculdades e poderá ser útil também no Ensino Médio.

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